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Na coluna passada, falei sobre o confuso lançamento de "On Parole" lá de 1979, num clássico caso de gravação abortada por gravadora, produtor e banda.


O "On the Road" de hoje vai focar em discos gravados na "gestão" Lemmy kilmister, Philty "Animal" Taylor e "Fast" Eddie Clarke (digo gestão porque não há como negar: Motorhead é uma marca, uma insígnia, uma empresa, sim e com seus lucros e dividendos, as vezes mais dividendos que lucros ao longo dos 40 anos de existência).

O Logotipo do

está estrampado em um quatrilhão de camisetas mundo afora, o que lhe confere status de marca famosa.


1977, Motorhead chegava às lojas e eletrolas do Mundo todo, marcando o que seria o início da história do power trio mais sujo e honesto do planeta.


Em 1993, eu produzi e publiquei um fanzine sobre a banda e o mundo que a cercava, e não foram poucos os entrevistados(membros do Acid Storm, Capital Inicial, músicos da banda do "Tremendão" Erasmo Carlos, como Luís Sérgio Carlini, por exemplo) que mencionaram o primeirinho dos Motorhead como uma grande aquisição na adolescência.


O calendário está cravado em janeiro de 1979 e o trio mais doido da Inglaterra está com o produtor Jimmy Miller, sim! ele que já trabalhou antes deles com os Rolling Stones em cinco álbuns maravilhosos e também com o Traffic em alguns grandes sucessos da banda.


Jimmy soube fazer a banda sair do universo apenas punk, sujo e agressivo, para um outro que mantinha a mesma essência, mas coroado de muita musicalidade.

Clássicos como "Overkill", "Stay Clean", "I'll Be Your Sister","Capricorn", "No Class", "Damage Case" e "Metropolis", são exemplos de como se fazer um disco pra arrebentar as caixas do Roundhouse Studios e de vários aparelhos de som planeta afora.


O próximo passo da banda e do Stoneano produtor foi "Bomber", um petardo daqueles!

Um disco para sacramentar a violência harmoniosa da banda que seis meses depois de "Overkill" ser gravado e lançado, já estava com dez novas faixas para serem degustadas, na bandeja metálica da Bronze Records.

Eu destacaria "Dead Men Tell No Tales", "Sweet Revenge"(psico-psicótica), uma virada no disco pro lado B e está lá na primeira opção "Stone Dead Forever" e é claro, a ícone faixa-título "Bomber".

Os dois álbuns firmaram a banda no cenário musical mundial, muito por conta da experiência de Jimmy, mas o que de haveria de ser o melhor naquele período estaria por chegar: Vic Maile e "Ace of Spades".


1980 é um marco nos Motorhead! Saque só, querido leitor aqui da coluna e ouvinte da Combate Web Rádio, faixas como "Ace of Spades", "Love Me Like a Reptile","(We Are) The Road Crew","Jailbait", "The Chase Is Better Than the Catch" e "The Hammer" que já nasceram clássicas.

Vic Maile, pilotou carreiras nos estúdios da vida que variaram de Jimi Hendrix a Led Zeppelin, de Eric Clapton e de muitos outros.

Ace of SpadeS explodiu e a banda é o que é, há muitos anos, devido a esse petardo.

Nos anos 80, mais precisamente na metade deles, eu não saía de São Paulo, não deixava de ao menos uma vez por mês visitar as Grandes Galerias e é óbvio, a Woodstock do Toninho e do Walcir Chalas.

Numa dessas visitas, logo na frente da loja, antes de ser aberta ao panteão de headbangers, uma funcionária passou e distribuiu senhas para os primeiros quarenta cabeludos que ali chegaram, eu era o trinta e nove e depois de mim, só mais um sortudo participaria da sabatina organizada por Walcir.

A sabatina era assim: aquele que acertasse o nome do primeiro disco lançado pelo sêlo Woodstock, teria direito a escolher um álbum de sua preferência, lançado pela loja/gravadora: na minha vez disse "The Warrior" do Chariot e o mineirinho de Varginha, a Terra do ET, trazia pra casa, "No Sleep 'til Hammersmith", um petardo ao vivo, com sessões gravadas em Norfolk, Leeds, Newcastle e Belfast na Irlanda do Norte.


O disco traz os maiores clássicos até então lançados pela banda: "Ace of Spades", "Stay Clean", "Metropolis", "Overkill", "The Hammer","Iron Horse/Born to Lose","No Class","(We Are)The Road Crew","Capricorn", "Bomber", e ufa! "Motörhead".


1982 chegou e logo em janeiro, "Iron Fist" é gravado. Vic Maile deixa a banda e Eddie Clarke (erroneamente para muitos, inclusive para Lemmy) convida pra ser produtor do disco, Will Reid Dick. A banda lança clipes (a primeira vez que "vi" a banda tocar, pois antes disso, apenas ouvia), mais uma vez o Logotipo Snagletooth de Joe Petagno não figura a capa e o disco não é o maior de vendas.

Os destaques ficam para: "Iron Fist", "Sex & Outrage", "Speedfreak" e "(Don't Need) Religion"

Em maio Clarke deixa a banda, sendo seu substituto o ex- guitarrista do Thin Lizzy, Brian Robertson (que será aqui lembrado e devidamente laureado no próximo encontro da gente no "On the road"). Eddie, confessou anos depois que se arrependeu de sair, mesmo tendo um grande êxito com sua Zeppeliana banda, Fastway.

Até a próxima, comanches!Se preparem para apenas um dia perfeito, na semana que vem aqui no "On the Road",

e não se esqueçam: Eles foram o Motorhead e serão sempre, o Motorhead!

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